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Quer nadar por muitos anos?

Você já deve ter percebido o quanto o ombro é móvel. Não existe outra articulação no nosso corpo que permite tantos movimentos em amplitudes tão grandes. Isto acontece em decorrência do pouco contato ósseo que existe nesta articulação. Porém, este pouco contato ósseo não está associado somente a uma grande mobilidade, mas também a uma grande instabilidade. E é por este motivo, que a estabilidade do ombro, depende muito mais do que as outras articulações do nosso corpo, da força e do equilíbrio dos músculos do ombro.

Porém, aqui nós não estamos falando dos músculos mais superficiais da articulação do ombro, como por exemplo: o deltóide, peitoral, grande dorsal, etc. Para a estabilidade e bom funcionamento desta articulação é fundamental o fortalecimento dos músculos mais profundos, que formam o que chamamos de manguito rotador. Este manguito é o conjunto de 4 músculos responsáveis pelos movimentos de rotação dos ombros.


O desequilíbrio entre os músculos rotadores dos ombros está associado a lesões dessa articulação, e parece que o desequilíbrio é a causa e não a conseqüência das lesões. Na prática do esportista o que isto significa? Que devemos fortalecer os rotadores para estabilizar a articulação e que eles devem estar equilibrados.

A prática da natação leva a um desequilíbrio muscular, principalmente para aqueles que fogem da musculação. A atividade cíclica da natação, com predomínio de ação dos rotadores internos (nado crawl, peito e borboleta), com o tempo, se não fizermos um fortalecimento dos rotadores externos, acabamos gerando um desequilíbrio na articulação e isto vai predispor as lesões. É por este motivo que recomendo fortalecimento do manguito rotador, principalmente dos rotadores externos dos ombros, para aqueles que gostam de nadar.

Como fazer isto? Como as famosas borrachinhas. Devo lembrar que as séries devem ser longas (20 a 30 repetições) e os movimentos devem ser executados de forma lenta, principalmente na volta, ou seja, quando freamos o movimento (fase excêntrica). A figura abaixo mostra o posicionamento adequado para este exercício.

 

 

Profª Dra. Marilia Andrade Papa
Especialista em Fisiologia do Exercício
Especialista em Aparelho Locomotor no Esporte
Doutora em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP

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